sábado, 11 de julho de 2009

Assaltos e assaltados

Mês passado tive o privilégio de entrar para as estatísticas. Melhor rebatedor? Acidente de carro? (cruz-credo!) Gravidez na adolescência? Desempregado? Também não... Fui assaltado a 2 quadras de casa! Não entrarei nos detalhes do fato. Somente as impressões e o desenrolar. Impressão número 1, a impunidade é um grande escudo para a marginalidade. O sujeito já tem a fala decorada e pelo jeito bem treinada. Impressão número 2, se quem aborda é maior fisicamente que o abordado (em torno de 50kg) a presença ou ausência de uma arma pouco importa, se ele é um ex-PM, idem, nem aquelas aulinhas de grav maga podem te salvar do prejuízo. Impressão n° 3, fingir um ataque de asma não funciona, ainda mais numa rua deserta. Impressão n° 4, correr e tomar um tiro nas costas, não deve ser um bom negócio mesmo se você conseguir correr em zigue-zague. Impressão n° 5, pedir a polícia para dar uma volta no seu quarteirão, pode te deixar com uma pulga atrás da orelha, pois caso o meliante não seja pego em flagrante e identificado, e perceba que você mandou a polícia atrás deles, você está a mercê de uma futura tocaia. Impressão n° 6, sonhar que se está decepando a cabeça do marginal deve revelar alguma raiz psicopata? Espero que não. Impressão n° 7, viver já é arriscado, não sair de casa, não muda essa situação. Impressão n° 8, se sua intuição te diz alguma coisa, escute-a e faça o mais rápido possível, é seu instinto de sobrevivência clamando. Impressão n° 9, escrever alivia tensão, escrever sobre é um meio de encarar e entender seus conflitos. Ter alguém que leia é um mero detalhe. Impressão n° 10,seja feliz, um relógio não vale sua vida, nem a tristeza que venha a trazer a sua família.
Namaste

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sobre a honestidade

Última quarta presenciei, e fui alvo de um inconveniente logro. Furar-fila é algo tão comum e patrimoniado como cultura Brasileira, que por vezes nos espantamos com algum reclamão-escandaloso que brada aos 4 ventos a peripécia de algum gatuno de plantão. Pois bem, nesse dia fui considerado um gatuno (uau!, aliás miau!), pelo simples fato de ter ido a lixeira e voltado para meu lugar na fila sorrateiro, tomei um grande susto, não só pela encenação trágico-cômico-comédia-pastelão (vai virar roteiro de animação, me aguardem). Nada mais estarrecedor do que ter sua Palavra, (sim, aquela do “dou minha palavra!”) contestada e recontestada. “Não, não furei (a porra) da fila seu fiscal...”, “Vou perguntar novamente, rapaz, você furou a fila?”, “Mas eu tenho testemunhas!(um milagre aconteceu, falei rápido sem pensar)” - ah, agora sim, onde eu queria chegar, “Não, ele não furou!!!” disse o povo em coro, ensandecido para chegar logo em casa, ou ver aquela van em movimento. Aí, sim. O fiscal se convenceu, e perguntou educadamente, “o senhor não poderia ceder sua vaga para ela que está atrasada para a aula (virei até senhor nessa)???”, “Não (minha palavra não vale mais nada, catso! Pensei vingado - mesquinharia pouca).”. Fim de papo, pé no acelerador e toda a van animadamente (quanta simpatia!) se despediu da senhora, que esperaria nos 5 minutos seguintes pela próxima condução e talvez ruminaria sobre o acontecido. Lição do dia... foram várias lições, a senhora teve a sua, eu tive as minhas, mas a melhor foi a de perceber que quem manda é o povo (dedo em riste, me salvaram de uma grande vergonha). Entre mortos e ofendidos, passei incólume, mas fico a pensar em quem não tem testemunhas para te defender, injustiçado (era uma mísera vaga numa van convenhamos!) pela vida, só pode execrá-la mesmo. Pensar rápido e agir mais rápido ainda, podem ser vitais na linha que separa sua honestidade de uma pequena mentirinha. Refletimos sobre isso.

domingo, 2 de novembro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Vitrines e úlceras...


Esse quadrinho me lembra uma fala do Dalai-Lama falando sobre o Homem e a busca por riquezas. Trabalhamos feito loucos para juntar nosso primeiro milhão, perdemos saúde, nossa juventude, ver nossos filhos crescerem, a chance de conhecer pessoas interessantes, fazer, explorar etc... Para depois num futuro não muito distante, pagar rios de dinheiro por remédios, pontes de safena, plano de saúde "Diamond", escutar seu filho dizer "tchau, te vejo no Natal!", "é... ainda não conheci o amor da minha vida..."
Por outro lado, não suportamos ficar sem fazer nada, andar, falar, como diria Osho, "ficar ocupadas sem ocupação", o descanso verdadeiro nos permite meditar, meditando olhamos para nosso interior, mais e mais, e vem aquele susto, mas quem está preparado para isso? Vamos bater pernas e olhar algumas vitrines por hoje...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fatalidade...


Nunca acreditei piamente em fatalidade, horóscopo, poder do alinhamento de planetas no regimento de nossas pacatas vidas (mas também leio de vez em qdo, na verdade qdo leio, leio: touro, câncer e aquário). Mas é fato que isso influencia na decisão das pessoas que acreditam, que por sua vez, estas podem, ou construir bombas, ou escrever poesias ...
Dia após dia, começo a crer em Providência (em maiúscula, mesmo) e na força do Entusiasmo (do grego, en Téos, que significa"ter o deus dentro de si"). Num primeiro instante parece uma contradição, o Entusiasmo estar a mercê de uma intervenção Providencial, ao sabor do vento, sabe lá qdo você será surpreendido por essa benção. Acredito que a partir do momento em que se define um objetivo/meta/desejo material/ideológico/profissional e existe uma entrega para se alcançar isso, você desperta o Entusiasmo. E a medida que você se convence desse projeto, o gigante desperta, e é capaz de fazer-nos sentirmos vivos, pulsantes. Como disse Leonardo Boff, "vivenciar a realidade daquilo que chamamos Deus", faz todo sentido, num mundo de caos , guerras, miséria, perguntamos, onde está a intervenção divina? Está no nosso querer. Sempre esperamos uma intervenção externa, e subestimamos nosso potencial transformador. Podemos contaminar outros com Entusiasmo, e sermos re-contaminados, num ciclo crescente, talvez a Felicidade ronde por essas bandas, talvez... Porém, o contrário também é válido, apatia e depressão vêm na contra-mão, como uma bola-de-neve, que cresce e rola até se chocar e destruir alguma coisa. Parece um tanto piegas , acreditar em pensamento positivo e coisas do gênero, mas qtas vezes não somos surpreendidos por uma maré de sorte, num dia em que tudo acontece positivamente a nosso favor, mesmo sem imaginar ou pedir. O Efeito placebo já foi testado pela ciência, a famosa auto-sugestão de cura. Providência? A minha última Providência foi estar num sábado a tarde sem nada para fazer e ter amigos para te salvarem o dia. Assistência providencial! Além é claro do outro dia em que não levei o guarda-chuva, e parou de chover qdo era hora de ir embora, entre outras que ficarão para outro dia...