Mês passado tive o privilégio de entrar para as estatísticas. Melhor rebatedor? Acidente de carro? (cruz-credo!) Gravidez na adolescência? Desempregado? Também não... Fui assaltado a 2 quadras de casa! Não entrarei nos detalhes do fato. Somente as impressões e o desenrolar. Impressão número 1, a impunidade é um grande escudo para a marginalidade. O sujeito já tem a fala decorada e pelo jeito bem treinada. Impressão número 2, se quem aborda é maior fisicamente que o abordado (em torno de 50kg) a presença ou ausência de uma arma pouco importa, se ele é um ex-PM, idem, nem aquelas aulinhas de grav maga podem te salvar do prejuízo. Impressão n° 3, fingir um ataque de asma não funciona, ainda mais numa rua deserta. Impressão n° 4, correr e tomar um tiro nas costas, não deve ser um bom negócio mesmo se você conseguir correr em zigue-zague. Impressão n° 5, pedir a polícia para dar uma volta no seu quarteirão, pode te deixar com uma pulga atrás da orelha, pois caso o meliante não seja pego em flagrante e identificado, e perceba que você mandou a polícia atrás deles, você está a mercê de uma futura tocaia. Impressão n° 6, sonhar que se está decepando a cabeça do marginal deve revelar alguma raiz psicopata? Espero que não. Impressão n° 7, viver já é arriscado, não sair de casa, não muda essa situação. Impressão n° 8, se sua intuição te diz alguma coisa, escute-a e faça o mais rápido possível, é seu instinto de sobrevivência clamando. Impressão n° 9, escrever alivia tensão, escrever sobre é um meio de encarar e entender seus conflitos. Ter alguém que leia é um mero detalhe. Impressão n° 10,seja feliz, um relógio não vale sua vida, nem a tristeza que venha a trazer a sua família.
Namaste
sábado, 11 de julho de 2009
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