sábado, 5 de dezembro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

Assaltos e assaltados

Mês passado tive o privilégio de entrar para as estatísticas. Melhor rebatedor? Acidente de carro? (cruz-credo!) Gravidez na adolescência? Desempregado? Também não... Fui assaltado a 2 quadras de casa! Não entrarei nos detalhes do fato. Somente as impressões e o desenrolar. Impressão número 1, a impunidade é um grande escudo para a marginalidade. O sujeito já tem a fala decorada e pelo jeito bem treinada. Impressão número 2, se quem aborda é maior fisicamente que o abordado (em torno de 50kg) a presença ou ausência de uma arma pouco importa, se ele é um ex-PM, idem, nem aquelas aulinhas de grav maga podem te salvar do prejuízo. Impressão n° 3, fingir um ataque de asma não funciona, ainda mais numa rua deserta. Impressão n° 4, correr e tomar um tiro nas costas, não deve ser um bom negócio mesmo se você conseguir correr em zigue-zague. Impressão n° 5, pedir a polícia para dar uma volta no seu quarteirão, pode te deixar com uma pulga atrás da orelha, pois caso o meliante não seja pego em flagrante e identificado, e perceba que você mandou a polícia atrás deles, você está a mercê de uma futura tocaia. Impressão n° 6, sonhar que se está decepando a cabeça do marginal deve revelar alguma raiz psicopata? Espero que não. Impressão n° 7, viver já é arriscado, não sair de casa, não muda essa situação. Impressão n° 8, se sua intuição te diz alguma coisa, escute-a e faça o mais rápido possível, é seu instinto de sobrevivência clamando. Impressão n° 9, escrever alivia tensão, escrever sobre é um meio de encarar e entender seus conflitos. Ter alguém que leia é um mero detalhe. Impressão n° 10,seja feliz, um relógio não vale sua vida, nem a tristeza que venha a trazer a sua família.
Namaste

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sobre a honestidade

Última quarta presenciei, e fui alvo de um inconveniente logro. Furar-fila é algo tão comum e patrimoniado como cultura Brasileira, que por vezes nos espantamos com algum reclamão-escandaloso que brada aos 4 ventos a peripécia de algum gatuno de plantão. Pois bem, nesse dia fui considerado um gatuno (uau!, aliás miau!), pelo simples fato de ter ido a lixeira e voltado para meu lugar na fila sorrateiro, tomei um grande susto, não só pela encenação trágico-cômico-comédia-pastelão (vai virar roteiro de animação, me aguardem). Nada mais estarrecedor do que ter sua Palavra, (sim, aquela do “dou minha palavra!”) contestada e recontestada. “Não, não furei (a porra) da fila seu fiscal...”, “Vou perguntar novamente, rapaz, você furou a fila?”, “Mas eu tenho testemunhas!(um milagre aconteceu, falei rápido sem pensar)” - ah, agora sim, onde eu queria chegar, “Não, ele não furou!!!” disse o povo em coro, ensandecido para chegar logo em casa, ou ver aquela van em movimento. Aí, sim. O fiscal se convenceu, e perguntou educadamente, “o senhor não poderia ceder sua vaga para ela que está atrasada para a aula (virei até senhor nessa)???”, “Não (minha palavra não vale mais nada, catso! Pensei vingado - mesquinharia pouca).”. Fim de papo, pé no acelerador e toda a van animadamente (quanta simpatia!) se despediu da senhora, que esperaria nos 5 minutos seguintes pela próxima condução e talvez ruminaria sobre o acontecido. Lição do dia... foram várias lições, a senhora teve a sua, eu tive as minhas, mas a melhor foi a de perceber que quem manda é o povo (dedo em riste, me salvaram de uma grande vergonha). Entre mortos e ofendidos, passei incólume, mas fico a pensar em quem não tem testemunhas para te defender, injustiçado (era uma mísera vaga numa van convenhamos!) pela vida, só pode execrá-la mesmo. Pensar rápido e agir mais rápido ainda, podem ser vitais na linha que separa sua honestidade de uma pequena mentirinha. Refletimos sobre isso.