domingo, 2 de novembro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Vitrines e úlceras...

Esse quadrinho me lembra uma fala do Dalai-Lama falando sobre o Homem e a busca por riquezas. Trabalhamos feito loucos para juntar nosso primeiro milhão, perdemos saúde, nossa juventude, ver nossos filhos crescerem, a chance de conhecer pessoas interessantes, fazer, explorar etc... Para depois num futuro não muito distante, pagar rios de dinheiro por remédios, pontes de safena, plano de saúde "Diamond", escutar seu filho dizer "tchau, te vejo no Natal!", "é... ainda não conheci o amor da minha vida..."
Por outro lado, não suportamos ficar sem fazer nada, andar, falar, como diria Osho, "ficar ocupadas sem ocupação", o descanso verdadeiro nos permite meditar, meditando olhamos para nosso interior, mais e mais, e vem aquele susto, mas quem está preparado para isso? Vamos bater pernas e olhar algumas vitrines por hoje...
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Fatalidade...

Nunca acreditei piamente em fatalidade, horóscopo, poder do alinhamento de planetas no regimento de nossas pacatas vidas (mas também leio de vez em qdo, na verdade qdo leio, leio: touro, câncer e aquário). Mas é fato que isso influencia na decisão das pessoas que acreditam, que por sua vez, estas podem, ou construir bombas, ou escrever poesias ...
Dia após dia, começo a crer em Providência (em maiúscula, mesmo) e na força do Entusiasmo (do grego, en Téos, que significa"ter o deus dentro de si"). Num primeiro instante parece uma contradição, o Entusiasmo estar a mercê de uma intervenção Providencial, ao sabor do vento, sabe lá qdo você será surpreendido por essa benção. Acredito que a partir do momento em que se define um objetivo/meta/desejo material/ideológico/profissional e existe uma entrega para se alcançar isso, você desperta o Entusiasmo. E a medida que você se convence desse projeto, o gigante desperta, e é capaz de fazer-nos sentirmos vivos, pulsantes. Como disse Leonardo Boff, "vivenciar a realidade daquilo que chamamos Deus", faz todo sentido, num mundo de caos , guerras, miséria, perguntamos, onde está a intervenção divina? Está no nosso querer. Sempre esperamos uma intervenção externa, e subestimamos nosso potencial transformador. Podemos contaminar outros com Entusiasmo, e sermos re-contaminados, num ciclo crescente, talvez a Felicidade ronde por essas bandas, talvez... Porém, o contrário também é válido, apatia e depressão vêm na contra-mão, como uma bola-de-neve, que cresce e rola até se chocar e destruir alguma coisa. Parece um tanto piegas , acreditar em pensamento positivo e coisas do gênero, mas qtas vezes não somos surpreendidos por uma maré de sorte, num dia em que tudo acontece positivamente a nosso favor, mesmo sem imaginar ou pedir. O Efeito placebo já foi testado pela ciência, a famosa auto-sugestão de cura. Providência? A minha última Providência foi estar num sábado a tarde sem nada para fazer e ter amigos para te salvarem o dia. Assistência providencial! Além é claro do outro dia em que não levei o guarda-chuva, e parou de chover qdo era hora de ir embora, entre outras que ficarão para outro dia...
segunda-feira, 19 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
A Felicidade
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
Jijoca de Jericoacoara

Faz tempo que eu não escrevo, péssimo hábito esse! Não que nada de interessante tenha acontecido nesses últimos dias, deve ser o tal do atrito estático, que após vencido, a coisa deslancha. Esse tópico, há 3 semanas, estava sendo encubado...
É fato que todos que estudam, aprimoram seus conhecimentos, almejam posições e salários proporcionais a sua qualificação/competência... Por que fiz referência a Jericoacoara? Jericoacoara fica no extremo norte do Ceará (no google maps pode-se ver uma enorme faixa verde de mar! Já foi considerada uma das 10 praias + belas do mundo) cercada por dunas móveis e habitada por 16 mil habitantes... Parece haver um contraponto aqui, se eu me diplomo, estudo fora, Jericoacoara seria o último lugar cogitado para um ponto de partida? Parece um conceito tão arraigado, que é natural dizer SIM... mas onde está escrito que a tal da Felicidade mora nos grandes centros (caóticos, poluídos, congestionados, concretados)? Fiquei abismado qdo a decisão de alguém em morar em Jeri(coa)²ra após voltar dos Estates foi chacoteada. A felicidade pode estar em qualquer lugar, basta ter olhos para vê-la. Mas que em Jeri(coa)²ra os motivos são + óbvios, não tenha dúvida... quem precisa de luz elétrica lá?quinta-feira, 27 de março de 2008
Um pouco sobre a fragilidade da vida

Já virou clichê dizer que a única certeza da vida, é a morte. Sem morte não há vida, a morte alimenta a vida, num ciclo harmonioso.
Terça-feira, última, presenciei uma das experiências biológicas que no alto dos meus 25 anos nunca imaginei que poderia acontecer literalmente ao meu lado. Estava eu, no meu costumeiro almoço, entre a minha quinta e sexta garfada, e meu avô e seus 84 carnavais a ler o seu jornal. Um barulho de jornal ao vento acusava algo de errado, eram as mãos trêmulas do ancião, estava em estado de choque. Um rubor sem igual. Diante de tal circunstância, O QUE FAZER?? 911, chorar, rezar, boca-a-boca, band-aid?? Tirei sua pulsação: 90 batimentos por minuto para um idoso sentado, pareceu-me ser muito. Levamo-lo ao hospital, mal ele se agüentava com as próprias pernas. Atravessamos a cidade. O trânsito fluía. Quanto mais nos aproximávamos do PS, ele recobria suas forças proporcionalmente. Prontamente atendidos, tiraram sua pressão, a essa altura do campeonato estava 15-9, razoavelmente hipertenso. Testes laboratoriais de rotina foram feitos... tudo normal... COMO NORMAL? Ele perdeu os sentidos, prostradíssimo! Quem entende a vida? Uma hora achamos que ela nos pertence, outra hora, ela nos mostra que é tudo passageiro, estamos a mercê de seus caprichos. Um sopro que nos dá vida, uma brisa qualquer pode nos levar o último suspiro. Um tombo, uma bala perdida, um carro na contramão, um coágulo inoportuno, viroses famigeradas... morremos todos os dias aos poucos, alguns são acelerados pela solidão, outros pela fome, desgosto... mas a cada dia que nasce temos a chance de renovar nossos votos com a vida, fazendo o que achamos ser o certo, por vezes não fazendo nada, vamos com a maré, deixando a poesia da vida, versada e cantada aos poetas... O senhor meu avô passa bem no momento, continua a cuidar das suas flores, a responder suas cartas e a ir a feira Sábado de manhã. Singelo assim, vai vivendo e gostando. O que eu quero saber é: qual a notícia que ele estava lendo naquela hora?
segunda-feira, 17 de março de 2008
Truco, então...

“...pessoas que fazem valer todo o potencial que têm, mesmo que mais limitado, acabam sendo promovidas e subindo mais rápido na carreira. O que conta não é o que você sabe, mas o que você mostra que sabe e como consegue usar isso”. Reinaldo Passadori, especialista em comunicação verbal, extraído do Estadão caderno de Empregos.
Quando li isso pela primeira vez, que me veio em mente foi “saiba convencer, saber é secundário”, se contrapondo a um ditado japonês que diz “a águia inteligente esconde as garras”, frase que tinha acabado de ler nessa semana (coincidência?). A moral do ditado, você não precisa ficar exibindo tudo o que tem, o sábio sempre guarda algo na manga. Mas os tempos mudaram, a águia hoje em dia tem que provar que é águia e que consegue trabalhar como urubu, papagaio, etc.
Curiosamente, a natureza usa dessa estratégia em outros contextos, como por exemplo no gato que quando acuado, arrepia todos os pêlos parecendo maior, na asa da borboleta-coruja (Caligo beltrao) que se faz parecer um predador exibindo olhos atemorizantes... mas outro dia li algo interessante, sapos na época do acasalamento, avaliam o fitness, em outras palavras, o preparo físico pelo coaxar do adversário. Quanto mais grave (baixa freqüência) a voz, mais forte, tecnicamente, (existe uma relação muito grande com a testosterona, hormônio masculino, testosterona>voz grossa=músculos) o adversário. Cientistas puseram frente a frente um macho intruso (1) e um residente (2) com sua parceira/namorada. Não permitiram que o macho 2 coaxasse e através de um alto-falante controlavam a freqüência da voz a ser exibida. Não deu outra, machos com “voz” mais agudas foram sempre atacados mais pelo intruso do que os graves, mesmo sendo visivelmente menores. Mostrando que lutas no reino animal, são feitas para o mínimo desgaste, não sendo interessante se estrepar todo, contra um oponente de igual/maior compleição física, para isso mecanismos pré-combate (coaxar) dão dicas sobre o preparo do rival. Cá entre nós, o ato de cantar é desgastante mesmo, é preciso estar com saúde 100% para praticá-lo, imagina cantar resfriado, não rola, né.
domingo, 16 de março de 2008
Dia de Concurso
![]() | Mas para nao perder o bonde, ou melhor o metrô, hoje, ficamos de cara com alguns adolescentes entorpecidos no banco do trem(amontoados, na verdade) como se estivem no sofá de casa. Apesar dos olhares atravessados dirigidos ao esparramos, nada se fez. Pois bem, pq EU nao fui tirar satisfação? Eu bem que podia ir e falar: " escuta, vc nao está no sofá de sua casa. Estamos num transporte público, por gentileza quer tirar o pé daí? ( raras vezes as melhores respostas me vêm a cabeça tão rápido!) pois bem, olhei para o povo indignado e aqueles sujeitos praticamente desmaiados... |
"quer saber hoje é domingo, nao vou estragá-lo batendo boca aqui!" e foi o que aconteceu, os incomodados foram descendo em suas estações e os dorminhocos provavelmente iriam passear por SP. Mas no fundo fiquei puto comigo mesmo, devia ter feito o certo, o medo da exposição é tão dilacerante, que se torna quase um condicionamento pavloviano... não me exponho, não brigo com ninguém e toco minha vidinha. Isso gera um ciclo vicioso. Perigoso para nós mesmos. Vamos nos acomodando, não incomodando, e mudando (de lugar), como se diz o ditado. Lição do dia: carregue sempre uma corneta na bolsa, e cornete os dorminhocos qdo as portas do trem estiverem abrindo. Pq acordar um bando com o trem em movimento, é fria.
ah sim, acabei de lembrar, voltando ao Concurso, pareceu cena de seriado americano (na minha cabeça, é claro)a fiscal, muito simpática por sinal, acaba de ler as instruções da prova e indaga: "alguma pergunta?" instantaneamente, me vem, "qual o seu nome?", ai me lembrei que nao estava mais na 8a. série e nem rodeado pelos meus amigos. Como pertencer a um grupo faz tanta diferença em nossa personalidade? Voltamos ao "causo" dos dorminhocos...
sábado, 15 de março de 2008
1,2,3 já!!
Hoje como é meu primeiro dia de blog, me darei ao luxo de recapitular os "causos" da semana... e juntar os fatos da semana como se fosse uma coisa só, na verdade na minha cabeça, a "coisa" se assentou assim. ps. aqui a ordem cronológica será acintosamente desprezada.
Penso muito sobre o futuro: trabalho, família, saúde, bem-estar pessoal e social. Na última quarta-feira, fui visitar uma feira de ciência na USP (FEBRACE)e lá me deparei com uma grande estrutura muito bem organizada, que agregava alunos colegiais de diversos cantos do Brasil, trazendo para feira seus trabalhos de Ciência e tecnologia, parecia o laboratório do Professor Pardal. Passei uma tarde inteira, tentando aprender coisas sobre engenharia, eletronica, biologia... estava tão empolgado que o tempo passou voando. Impressionante, a qualidade e a dedicação prestada por esses brasileirinhos a causa da ciência. A primeira coisa que me veio a cabeça foi: " Pow, não tive essa chance no colegial! Me falaram que eu só devia estudar para o vestibular, que minha vida estaria encaminhada!", mas que nada! Quantos talentos são desperdiçados por esse tipo de pensamento moldado pela estrutura atual de acesso ao Ensino Superior. O tema da feira teve enfoque na questão ambiental, desde poluição até motores movidos a hidrogênio (isso ae, um motor que libera água ao invés de CO2!), fico pensando, um enfoque tão grande desse numa feira de ciência (efeito estufa, gases tóxicos, comida contaminada, camada de ozônio estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia), a água já não está batendo mais na bunda minha gente!! É isso que vamos deixar para nossos filhos? Aqui faço uma ponte com o que me aconteceu no metrô. Um bebezinho no colo de sua mãe não tirava os olhos de mim quando é claro eu olhava para ele (crianças se dispersam tão fácil sem contato visual) fiquei abismado com aquele sorriso tão puro e inocente dado a um estranho, que ele nunca viu e sabe Deus qdo verá novamente... aonde quero chegar com essa digressão, aquela inocência mal sabe o que a espera, e ele está lá todo feliz, sorrindo para o desconhecido. Pessimismo meu? Já me disseram que a ignorância é o têmpero da felicidade (o que é felicidade, afinal, fica para outro post). Acho que devemos lutar por tudo que for verdadeiro, como aquele sorriso que eu vi daquela criança, deixando para eles , no mínino, um mundo melhor do que quando o recebemos.
Nos próximos posts tentarei puxar pela memória os trabalhos que me chamaram atenção na feira.
Teste
"Causos" do dia-a-dia, de um usuário do sistema de transporte público de S. Paulo serão o mote de partida dessa empreitada...
os valores humanos (nobreza, gentileza, egoísmo, omissão) são tão interessantemente expostos que seria uma pena não registrá-los.


